31.7.09

Lisinho demais nem presta


Sem querer criar polemica e já falando: porque toda campanha sempre tem modelo lisinho? Esta é a campanha da D & G em Londres.

Uns menininhos até bacanas (emboras todos com cara de que tem pau pequeno), mas nenhum deles tem cabelo no peito por exemplo.

Cá para nós qual é a chance de 5 homens perto de uma piscine parecerem todos iguais deste jeito?

28.7.09

Porra x Catarro

Deixa eu inicar o post de hoje agradecendo pelos e-mails recebidos, tenho demorado a responder alguns deles mas eu chego lá, estou me organizando.

Ontem liguei para a Dona para saber como ela está. Grávida e impaciente. Andou tendo uns pegas com o Craig. E eu tinha falado com ele no fim de semana mas bem rápido, nada sexy, nada quente, nada mudou.

Daí a faxina no final do dia chuvoso, a noite, foi mais rápida do que eu pensava. Cheguei lá, casa arrumadinha, roupas passadas e dobradas na sala de jantar, banheiro limpo. Fui mesmo só para mostrar a bunda. Literalmente!

O cliente ficou pelado também, bateu uma punheta sentado num sofá coberto por uma manta azul e lavou as mãos cheias de porra na pia da cozinha. Achei isso bem nojento mas fiquei pensando: porque? Se não fosse porra não se fazia filho. E ninguém existira. É interessante como temos dois pesos e duas medidas para certas coisas.
Chupamos pau (por onde passa urina).
E não deixamos ninguém escarrar na gente mas deixamos gozar na cara?
Não vejo muita diferença entre esperma e catarro. Para mim é tudo uma meleca, só que saem de lugares diferentes. Hahahahahahaa.

Fui para casa rapidinho porque terminei a faxina tarde e o transporte público de Londres pára a meia noite e eu não queria ficar na chuva. No caminho Craig ligou outra vez, desta vez para reclamar da Donna.

- Estou esgotado! Tento ser paciente. Mas está foda! E tudo ela usa a gravidez como desculpa. É muita manha!
- Bom, mas um pouco e ela tem o filho e tudo volta ao normal.
- Estou contando os dias. Sério, eu estou contando cada minuto mesmo! Puta que o pariu!
- Passa rápido!
- Rápido porque não é voce que está na secura de sexo, né?

Pensei em contra para ele sobre os trabalhadores da obra mas desisti. Isso não iria acrescentar em nada. E além disso ele poderia pensar que sou meio puta, que saio dando para todo mundo, o que parcialmente pode até ser verdade mas tem coisas que a gente não fala por telephone (só em blog e olhe lá).
- Planos de vir a Londres?
- Não. A temporada terminou e só a partir de Setembro é o novo plano de patrocínio é oferecido aos clienetes para o final do ano. Bem que eu queria …..

24.7.09

Sexo na casa sem portas - Final

Fiquei com a maior pena do assistente porque ele fez aquela cara de criança quando tomamos um brinquedo que ela pegou de outra criança e não quer devolver. Ou um cachorrinho quando damos uma bronca e ele não entende direito porque estamos brigando com ele mas sabem que algo deve estar errado.

- Tem certeza que voce quer parar assim no meio de tudo?
- Tenho.
- E se eu for na farmácia ou nesse mercado aí que tu fez as suas compras e pegar logo uma caixa inteira de preservativos? – ele sugeriu tentando a todo custo não perder a oportunidade.
- Eu te faço companhia até ele voltar - o chefe sugeriu todo animadinho.

Achei bacana esta disposição de sair na chuva para ir num mercado que ele nem sabia direito aonde era para comprar algo que ele nem sabia se eles vendiam só para continuar a diversão.
Mas eu já estava ficando meio dolorido e se depois de dar para o assistente pela primeira vez o chefe dele quisesse usar uma das camisinhas restantes na caixa para me foder de novo isso iria dar mais trabalho do que da primeira vez - e dessa vez talvez ele também tentasse enfiar até o fim e eu iria ver estrelas de tanta dor. ‘Melhor não se empaturrar de pau porque o mundo não acaba amanhã’, eu pensei olhando para baixo e vendo a minha bermuda toda retorcida em volta do meu tornozelo e com uns pingos de porra.

Sim!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Eu tinha gozado e nem tinha me dado conta tamanha foi a concentração em dar contas dos dois homens ao mesmo tempo!

- Não. Fica para a próxima – eu respondi para eles beijando a cabeçona do pau do que era casado e preparando-me para suspender minha bermuda sem melecar muito as pernas.
- E eu não ganho nada? – o assistente perguntou balançando um pau em ponto de explodir na minha direção. Segurei ele com as minhas duas mãos, desci com a língua da cabeça ao saco dele e falei e disse que se ele quisesse, poderíamos fazer o serviço completo um outro dia.

Me senti meio puta falando a palavra ‘serviço’, como seu eu fosse um garoto de programa que estava atentendo um cliente. Acho que ‘sexo’ e ‘serviço’ juntos sempre soam como prostituição.
- Eu quero sim! – ele falou antes mesmo que eu terminasse a frase.
- Quando?
- Qualquer hora! Não quero esperar uma outra chuva para sentir essa tua boca quente deslizando no meu caralho.
- Quer trocar telefone?

Ele olhou para o chefe, como quem pergunta: vou me meter em encreca se der meu número para este viadinho? E ao invés de responder com um ‘sim’ ele mandou outra pergunta de volta:
- Porque não marcamos e tu dá uma passada aqui semana que vem? os trabalhadores que estão vindo sempre saem as 5.30. Depois disso é limpeza.

Recusei, agradeci, terminei de vestir a minha roupa e peguei as minhas sacolas de compras par air embora mesmo na chuva porque estava apenas uma garoa. Ficou um clima estranho na obra, aquela sensação de não nos veríamos mais.

- Então vamos fazer o seguinte: me deixa teu número que te ligo assim que eu puder.

Dei o número para o assistente. O casado nem se importou de oferecer o dele ou anotar o meu celular mas deve ser porque quando se é casado a coisa é mais complicada.

E fui embora certo de que nunca mais ouviria falar daqueles dois pedaços de mau caminho. Quando não temos planos de manter contato com alguém que acabamos de conhecer esta é a melhor saída mesmo: pedir o número e dizer que liga de volta. E nunca ligar.

A chuva estava quase no fim e a minha roupa quase seca.
Agora era volta a vida real.
Sacola pesada, mais uns 15 minutos de caminhada e faxina marcada para as 6.
Por ironia do destino eu estava enganado sobre os dois trabalhadores da obra esquecendo de manter contato ....

23.7.09

Sexo na casa sem portas - 7

Fiquei em estado de choque, primeiro porque o caralho do assistente era bem grosso mesmo apesar de médio no comprimento. E estava sem saber o que fazer com relação a falta de camisinha!

Fiquei torcendo para ver ele indo pegar uma camisinha (com sorte algum lubrificante ou qualquer coisa para ajudar a cabeça entrar pelo menos).
Mas que nada!
O casado tirou o pau da minha bunda sem sequer ter enfiado até o fim, tirou a camisinha, jogou de um lado e inverteu com o amigo, vindo com o cacete para a minha boca enquanto o outro já estava se posicionando atrás de mim.

Achei de uma puta falta de criatividade o fato deles não terem tentado uma nova posição e já estávamos nisso há mais de 20 minutos!

O casado então disse que iria sentar numa caixa de madeira que tinha num canto da parede. Com ele sentado, chupar ele era ainda melhor e o assistente gostou da idéia porque a minha bunda ficou ainda mais para cima quando me abaixei.

- Camisinha? – eu perguntei já com medo da reação.
- Não. Mas fica tranquilo. Eu seleciono bem onde coloco meu pau.

Não acreditei muito nessa teoria porque até 1h atrás ele nem sabia que eu existia e agora estava chando que eu era seguro para foder sem pegar uma doença?
Com quantos outros e outras ele não teria feito o mesmo?
Se ate o cara que era casado estava pulando a cerca, o solteiro então deveria estar se esbaldando porque nem cerca tinha para impeder ele de sair por aí fodendo a torto e a direita (torto e a direita? Nooossa! Fazia tento que não ouvia isso, relíquias de minha vó)

- Desculpa, mas nem camisinha não vai rolar – eu me apressei em falar, ficando de pé antes que o chefe dele enfiasse o pauzão dele na minha boca e me deixasse sem poder reagir.

- Sério? E se eu tirar antes de gozar?
- Não.
- Cara, ele é gente boa, pode confiar! – o chefe tentou ajudar a me convencer a dar para o assistente dele enquanto segurava a minha cabeça com uma mão e o pau com a outra, empurrando para ver se os dois se encontravam.

Gente boa?
E desde quando ‘gente boa’ não pega doença? Se fosse assim gente boa não morria também.
E como ele sabia que o assistente era tão gente boa assim?
Os dois contavam um para o outro sobre todo mundo que estavam comendo?
Eles já haviam se comido?

22.7.09

Sexo na casa sem portas - 6

Voltei.
Estava com problemas no meu laptop, sem conseguir acentuar as palavras e deletando arquivos do word toda vez que fechava e abria o programa novamente. Um caos.

E trabalhando bastante!.
O povo voltou a pedir faxina, o que é ótimo porque a minha conta chegou um dia a ter só £16 de saldo depois que paguei o aluguél e dei a minha parte para completar a conta de luz, que vem a cada três meses.
E teve mais foda sem eu ter sequer ter terminado de contar sobre a primeira! (faltam apenas 3 posts!)

No canteiro de obras, a camisinha demorou para entrar no pau do cara casado porque ele tentou colocar a camisnha do lado errado e ela não queria desenrolar.
O outro ficou assistindo, alisando o cacete e com cara de que estava feliz de ser o próximo na fila e enfiando e tirando o pau da inha boca.

- Língua macia esta sua, heim? – o assistente falou segurando a minha cabeça com as duas mãos e enfiando o caralho mais rápido e com mais força.
- Deve ser porque esta molhada da chuva! – o outro respondeu rindo enquanto segurava a minha bunda aberta com as mãos para ver bem o pau dele entrando e saindo.

Quando a saliva que ele tinha colocado no meu anus começou a secar eu pude sentir o quanto era grossa aquela tora!
Quando está molhado, desliza fácil e com o outro quase me sufocando e enfiando o pinto pela minha garganta a dentro eu nem tive tempo de sentir muita coisa no início. Mas a medida que a foda foi progredindo e eles foram ficando mais animados com a farra a coisa começou a ficar feia para o meu lado e eu nem podia falar de boca cheia.

- Eu acho que ele está gostando porque ele está abocanhando meu pau com uma fome que nunca vi!.
- O negócio aqui atrás está um pouco mais difícil! Tem umas preguinhas safadas que querem impedir meu caralho de entrar todo e foder o cuzinho dele. Mas com jeitinho a coisa encaixa.

Fiquei mais calmo quando ele falou isso, pelo menos fiquei certo de que ele não estava planejando nenhuma espécie de estupro ou daqueles caras que metem para rasgar tudo!

Daí o assistente soltou a minha cabeça, tirou o pau da minha boca, deu umas batidinhas com ele na minha cara e disse para o chefe dele:

- Então deixa eu dar uma tentada. A melhor coisa para lidar com estas pregas metida a besta é um pau grosso!
(continua)

14.7.09

Sexo na casa sem portas - 5

Eu estava com frio porque a minha roupa estava molhada da chuva.
Mas eles tinham um desses aquecedores portáteis que liga na tomada e eu fiquei perto.

Um deles veio por trás, baixou a minha bermuda com a cueca e tudo junto e perguntou se ele poderia ser primeiro.
- Por que ? Eu queria ser primeiro também ! – o casado respondeu passando a mão na minha bunda, molhando a ponta dos dedos com saliva e passando um cuspe quente que descia pelo meu rego abaixo.

Olhei para o pinto dele para ver se estava limpo e vi que era muito bonito, com veias bem grossas passando por cima e por baixo e bem comprido.
Ele segurava com uma mão, arregaçando bem e mostrando a cabeçona do pau pulsando, e ainda sobrava fora da mão dele uns 15cm, ou seja, somados a base que ele estava segurando, devia dar uns 23 ou 24cm sem sobra de dúvida !

O solteiro, que tinha um pau menor e mais grosso (daqueles que dão o maior trabalho para passar pelo anel) quando viu o cuspe do colega e achou melhor deixar ele meter primeiro.

Eu estava achando aquilo super estranho porque geralmente toda foda inicia com uma chupada e depois de muito boquete é que se tenta usar o pau mas os dois já queria ir direto mesmo para os finalmente.

- Eu chupo um e o outro pega leve atrás– eu sugeri já quase arrependido de ter topado esta brincadeira com estranhos para porque se estes dois tivessem tomado alguma droga e tentassem algo violento iria ser difícil de escapar.

Eu também estava com medo porque em nenhum momento eles estavam falando em camisinha!.

Quando vi que o casado estava disposto a enfiar o cacete dele na minha bunda sem colocar nada antes eu pedi para parar, tirei a minha carteira da bermuda no chão e pedi para ele colocar.

O problema é queessa era a única que eu tinha, só coloco na carteira para uma extrema emergencia e nunca pensei que a emergencia poderia vir em dose dupla.....
(continua)

12.7.09

Sexo na casa sem portas - 4

Pelo menos dessa vez eu não vou culpar a bebida.

A chuva diminuiu mas fiquei fazendo hora na obra, deixando os dois trabalhadores puxar mais assunto. Pelo visto eles estam bem pouco interessados em trabalho.

- Qual o melhor lugar em Londres para sair e pegar uma daquelas brasileiras que faz tudo na cama? - o solteiro perguntou com uma cara de que adora comer o que vier pela frente.
- Não sei ao certo. Eu prefiro homem mesmo.

Falei sem pensar e depois fiquei pensando que deveria ter ficado calado. Eu tinha acabado de conhecer estes caras e eles poderiam ser homofóbicos e me dar uma surra ali mesmo dentro da casa. Mesmo não tendo portas, até que eu corresse para a rua já teria levado uns bons sopapos.

Por sorte eles levaram numa boa e ficaram ainda mais curiosos.
- Ahhhhhhh .. então voce prefere dar uma sentada no pepino? – o casado perguntou já arrumando o pau dentro da roupa.
- Voces já fizeram sexo com homem? - eu pergunteu já sabendo que eles responderiam que não mesmo se tivessem feito.

Eles negaram.
O máximo que um deles admitiu é que tinha sido chupado por uma travesti numa festa de despedidade de solteiro e só.

O que fazer quando se está na frente de dois homens puta de uns gostosos dando o maior mole? Eu parti para o ataque :
- E tem curiosidade ?
- De foder um cara ? - eles perguntaram surpresos em como eu tinha sido direto
- Sim – eu respondi.
- Eu tenho – o solteiro foi logo respondendo.
- É, pode ser, quer agora ?
- Quero.
- Então vamos para a parte de trás da casa! - eles sugeriram animadinhos me mostrando o caminho por dentro da obra.
(continua)

10.7.09

Sexo na casa sem portas – 3

Uns 10 minutos mais tarde, o mesmo trabalhador que havia me convidado para esperar a chuva passar dentro da obra veio falar comigo e perguntou onde o mercado que eu tinha ido ficava porque eles estavam para inicar as obras no dia seguinte e iria ter mais gente trabalhando lá.
Apontei para o final da rua e disse que era só dobrar e seguir até o primeiro cruzamento.

Ele percebeu meu sotaque Latino e perguntou de onde eu era e assim ficamos batendo papo por mais uns 20 minutos. Se tem uma coisa que abre portas (e fecha também) é essa coisa de ser brasileiro. Todo mundo tem curiosidade, seja boa ou ruim, e quer saber mais e perguntar coisas sobre o país.

Olhando assim de perto, ele era até bem bonito, não muito novo, mas com um corpo de deixar muito homem com a metade da idade dele no chinelo.

O ajudante dele, que era mais calado, era mais bonito também, o típico trabalhador que tem aquelas veias saltando das mãos e dos braços e que é uma delícia. Ele estava segurando uma xícara (propavelmente com café ou chá) e dava para ver que ele era casado pela aliança. O outro estava de luvas.
- Como tem brasileiro em Londres, heim? – um deles falou espantando com a quantidade de gente do Brasil nas ruas de Londres.
- Tem mesmo! – o outro concordou. Já tive uma namorada do Brasil, mas durou só uns quatro meses. Ela voltou quando as aulas delas terminaram e nunca mais nos falamos.
- A minha esposa disse que não quer brasileira perto de mim nem como amiga.
Rimos com o jeito dele falar, como se ele fosse levar uma surra da mulher.
- Por que?
- A minha mulher disse que brasileira não dá para confiar. Elas gostam muito de sexo!
- Isso é verdade. E quem não gosta?

Quando perguntei isso, não estava pensando no sexo propriamente ditto. Estava pensando mais em defender os brasileiros porque o mundo tem essa idéia de que fodemos 24h por dia e que gostamos mais de transar do que o resto do planeta quando na verdade, o resto do planeta também esta fodendo adoidado. A diferença é que brasileiro tem a boca grande e fala mais sobre isso do que os outros. Mas todos fazem.

Mas a minha pergunta deve ter soado meio que como um oferecimento porque a partir daí a conserva começou a ficar mais apimentada (já reparou que as pessoas nunca falam de sexo primeiro mas basta alguém dar a largada que o papo esquenta, mesmo em roda de amigos?) e eu me dei conta de que há chuvas que vem para o bem!

9.7.09

Sexo na casa sem portas – 2

Eu não sei como funciona isso com os outros, mas se alguém está olhando para mim por um tempo, mesmo distante, do outro lado da rua, etc eu me dou conta como se fosse tipo um alerta. Muito estranho isso mas sempre acontece comigo!.

Quando olhei de volta, dois homens já nos seus 40 anos, estavam trabalhando do lado de dentro da casa, que estava sem postas ou janelas.
Um estava em cima de outro andaime e outro homem ficou embaixo anotando umas coisas que o amigo estava dizendo que tinha que ser feito assim que a chuva diminuísse ou a água iria estragar a parte da obra que já havia sido feita.

Primeiro pensei que fossem pedreiros.
Mas eles estavam usando roupa social, sapato e tudo e quem trabalha em obra não trabalha vestido assim.

Não dei muita bola.
Eles também não.
E continuaram conversando sobre a obra.
E a chuva engrossou mais.
E vento e água espalhando para todo o lado porque o andaime só protegia a minha cabeca.

O trabalhador parecia mais novo, talvez por não ter cabelos branco, gritou lá de dentro que se eu quizesse eu poderia entrar e esperar do lado de dentro até a chuva passar.

Eu aceitei até porque a casa estava sem porta mesmo, foi só uma questão de recuar um pouco com as minhas sacolas e ficar lá. ... mas eu devia ter desconfiado do volume na parte da frente da calça dele ....
(continua)

8.7.09

Sexo na casa sem portas - 1

Chuva de volta a Londres.
Estava bom demais para ser verdade, verão chegando assim cedo, com sol e tudo!
Ficou só na vontade.

Mas até na chuva eu dou um jeito de me dar bem, ou melhor: de dar.
E dessa vez nem planejei nem nada (como várias outras vezes também que nem pensei e quando vi já estava trepando).

Fui no Tesco comprar comida e material de limpeza para a casa com o Doug.
No meio do caminho ligam para ele para ir trabalhar de última hora porque alguém faltou (Londres quando chove alaga um pouco porque a cidade é fria mas nem chove em grandes quantidades).
Ele me deu a parte dele do dinheiro e foi embora me deixando com a lista de compras e a responsabilidade de voltar para casa sozinho.

Comprei tudo direitinho.
Na volta a chuva ficou mais forte e as sacolas ficaram até mais pesadas (no mínimo com a água acumulando dentro delas) porque eu nem liguei, fiquei molhado mesmo, afinal, carregar saco de compra de sombrinha nem em filme.

Quando vi que a chuva não iria dar trégua (e já tinha água escorrendo pela minhas costas e descendo pelo rego da bunda) eu parei numa obra que tinha uns andaimes do lado de fora da casa.

Abri um pacote de biscoito que tinha no meio das compras, um iogurte e fiquei lá, dando um tempo, assistindo os outros correndo e caindo para pegar onibus, tentando proteger o cabelo com revista ou jornal, xingando, apressando o passo, etc.

Às vezes é bom ficar assistindo a vida passar, vendo o comportamento dos outros, principalmente no que diz respeito a coisas que não podemos controlar, como a chuva, por exemplo.

O que eu não sabia é que eu também estava sendo observado...
(continua)

1.7.09

Defunto que rende!

Semana muito, mas muito parade mesmo.
Fazendo o maior sol desde domingo, os clientes todos na rua ou parques ou fazendo outra coisa qualquer, com certeza nada relacionado a limpeza porque meu telefone não toca nem por engano.
Na segunda eu fui para a casa de um cliente em Vitória, perto do centro e por sorte fiquei lá quase 4 horas (salvou o aluguel!).

Cliente quase mudo, mal falou comigo, mostrou a casa, o que queria que eu limpaze, os quartos que eu não poderia entrar (este povo tem mania de proibir faxineiro de ter acesso a certas partes da casa). E foi assim.

O bom é que descansei um pouco porque semana passada com o Craig aqui e alguns clientes marcados tive que me dividir entre trabalho e diversão (mais diversão do que trabalho!).

E foi me divertindo que na sexta de manhã, na semana passada, eu estava na cama no maior rala e rola quando ouvimos no radio que o Michael Jackson tinha batido as botas. Pensei até que fosse uma piada na hora e nem dei muita importancia (eu não iria parar de foder para ficar ouvindo radio). Umas duas horas mais tarde é que nos demos conta de que era verdade e tudo que era canal de TV já foi logo fazendo tribute ao cantor. Ave maria! O defunto nem tinha esfriado e o povo já estava fazendo dinheiro as custas do falecido. Achei isso de péssimo gosto.

Ana está puta da vida porque ela tinha comprador ingress com o Doug para um dos 50 shows que Michael Jackson iria fazer em Londres agora em Julho.
- Esse homem tinha que morrer logo agora? Nunca pude ir num show dele. Agora que iria realizar meu sonho, o homem inventa de morrer!.

Puta mesmo ela ficou quando o lugar que vendeu os ingressos disse que nem tem previsão de quando vão dar o dinheiro de volta. Ontem saiu uma matéria num jornal dizendo que o O2 (casa de show onde o cantor iria se apresentar), está oferecendo enviar para as pessoas um ingress especial, tipo tribute, para os que preferirem deixar o dinheiro para trás. Também se fala na possibilidade de fazer um show tribute, com artistas cantando músicas de MJ nas datas que estavam reservadas.
Esta povonho cara de pau. Querem fazer grana a todo custo!