Apresentei a Ana (que já tinha ouvido falar muito dele e sabia cada detalhe da foda e como o pau dele era e tudo) e tive um daqueles momentos saia-justa quando vamos apresentar uma pessoa e não sabemos direito o nome da outra. Fiquei sem saber o que dizer e ele completou a frase quando entalei:- Oi, eu sou o Arthur. Muito prazer – ele falou tirando as luvas para comprimentar a Anna. Entranho. Tinha quase certeza de que ele tinha me dado outro nome antes, mas deixei para lá, vai saber porque?
Conversamos rapidamente, porque esperando. E os mercados esta semana estavam muito cheios, quanto mais demorássemos a chegar, mais fila pela frente.
Ele falou que o amigo dele, o casado, trocou de obra e foi trabalhar numa mais perto da casa dele. E que tinham chegado mais pessoas porque a obra estava atrasando devido o mau tempo, os dias de chuva e neve então a empresa colocou mais gente para meio que compensar os dias parados.
Fiquei pensando como seriam estes novos empregados. Um monte de gostosos dando sopa quase na minha esquina e eu não tinha descoberto ainda? Como? Mas daí lembrei que estava com o Ian até bem pouco tempo atrás e mal estava saindo de casa ou para uma casa que não fosse a dele.
- Bom, Feliz Natal e um prospero Ano Novo, eu falei depois de uns 5 minutos de conversa para não alongar muito.
- Para voces também, e muita saúde e paz. Agora vou voltar para a minha neve aqui antes que alguém caia e quebre um braço ou uma perna e ainda processe a firma. Tudo vira processo hoje em dia.
E ele riu sozinho, provavelmente imaginando algum caso de gente escorregando.
- Onde voce vai passar o Natal? – A Ana boca grande perguntou quando já estava quanse indo embora.
- Eu não sei. Eu queria ire m algum bar mas parece que quase tudo vai fechar e os transportes também páram. Bem Londres mesmo. Meus pais não moram aqui e a minha irmã está viajando.
- Daniel, tem problema se eu convidar ele para jantar lá em casa? Onde come 6 come 7 – a Ana me perguntou, na frente dele.
Filha da puta essa menina!!! Como se eu fosse dizer não, nem mesmo se eu quizesse. Ele riu de novo porque foi o tipo da pergunta que não se faz na frente de um convidado se não se tem certeza de que ele vai ser convidado.
Essa mania que brasileiro tem de sempre cabe mais um, basta botar mais água no feijão!.









